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Apr. 21st, 2008 | 11:31 pm

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às vezes

Apr. 21st, 2008 | 06:44 pm


Fotografia de Can DaN


"Às vezes entram-nos coisas pela casa
Saem-nos coisas pela boca
Encontramo-nos todos na sala
E o caos do mundo continua."

Luísa Costa Gomes - Um Filho

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inventá.rio

Apr. 18th, 2008 | 01:52 pm


 Fotografia de Maleonn Ma

 

inventa do Lat. inventare., imaginar; tramar; criar no pensamento; ser o primeiro a ter a ideia de; contar falsamente.
rio do Lat. riu., curso natural, mais ou menos caudaloso, que desagua noutro curso; aquilo que corre; em grande quantidade; abundância.
do Lat. Ridere., acto de rir; assumir expressão alegre; gracejar; tratar levianamente; ridicularizar; troçar; escarnecer.

inventa + rio+ rio do Lat. Inventariu., relação dos bens; descrição minuciosa; registo; relação; catálogo.

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viver em "Cativeiro"

Apr. 9th, 2008 | 11:50 pm

Fotografia de Gwendolyn Kraehenfuss


Foi no título "Aprenda a fazer um Rock Garden" e num breve desfolhar embebido em aromas que a Revista Jardins me cativou. Mas chegada a casa e passada a pente fino confirmo a desilusão.
A temática da Revista é interessante, mas os conteúdos apresentam-se muito pouco desenvolvidos. A Revista surge organizada por tópicos fundamentados em exemplos e conselhos, mas numa óptica muito simplista, como se o leitor fosse um jardineiro nato e apenas procurasse dicas.
Faço esta avaliação como leitora e não como especialista na matéria, que não sou. De facto comprei ideias muito interessantes mas sem a força do conhecimento necessário para as arrancar do papel.

Já no final, no virar da ultima página, deparo-me com uma crónica "Histórias do meu Jardim".
-"Sem bolo, mas com direito a cereja!!!! Menos mal..." pensei.
Eis que assisto ao relato excitado e emocionado de um casal de periquitos que cria em cativeiro. Bonito, sem dúvida, não fosse a parte do emocionado e excitado potenciada à exaustão, tudo porque a cronista acha inédito a criação de periquitos em cativeiro.
Pode parecer presunção minha, mas os periquitos fazem parte da bicharada da minha infância. Recordo-me da gaiola gigante onde coabitava toda a espécie de passarada, e se bem me lembro os periquitos reproduziam sem dificuldade e qualquer tipo de cuidado especial, só precisavam das caixinhas de madeira que serviam de ninho e refugio durante o período de incubação. A emoção era-nos comum quando recebíamos, de surpresa, um novo bater de asas na gaiola.
No entanto neste relato tudo é exagero: "(…) Cá em casa está tudo em polvorosa: família, amigos e colaboradores vêm em excursões observar o Piu-piu a alimentar a Pipoca através do buraco do ninho e certifico-me que é mesmo verdade, que dois periquitos em cativeiro, estão a criar. Eu desdobro-me em leituras obsessivas para obter informações: reforcei a dieta com produtos frescos, aumentei as vitaminas, comprei blocos de minerais, novos ovos de choco, dou-lhes água do Luso. (…)"
E em nota final de página e de revista leio "Continua no próximo número".
Isto de viver em "Cativeiro" desperta comportamentos sociais estranhos!!! Muito estranhos!! Agora até encontro novela de periquitos nas páginas de uma Revista.

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Apr. 9th, 2008 | 05:59 pm


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Guarda-chuva-Me

Apr. 9th, 2008 | 03:02 pm


Fotografia de Moumine


a única coisa que se ouve hoje é o chapinhar dos pés nas poças de água-cheias
 piscinas lúdicas, lagos imaginários de criança, sonatas molhadas, guarda-chuvas inundados de pingas

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Princesas Voadoras

Apr. 9th, 2008 | 01:10 pm


Iustração de Elena Odriozola

"Não te mereço minha, querida, querida amiga…
acabei de abrir a tua prenda é LINDA :) ADORO-TE!
espero que sejas minha amiga até sermos velhinhas!" ***  25.12.07 Amiga Maior


"Lili um ano degustado como um belo e antigo vinho, intenso como o café de lareira pela manhã…
e durante o mesmo a tal visita ao porto, que tal?
Um beijinho grande" * 03.01.08 R.

ps. ao limpar o telemóvel encontro sempre pequenas pérolas!

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Chocolat

Apr. 8th, 2008 | 04:40 pm


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vermelhos

Apr. 8th, 2008 | 03:52 pm


Fotografia de Slawek Drozdowski


Agarrava o telefone com a força que lhe escorria das palavras, qual bravura de touro agrafado ao forcado na aridez Andalucía. Nos olhos, no plano das mãos, na garrafa com os cravos vermelhos, na caixa comprida com gérberas e rosas vermelhas, na pampola recheada com bacon e pimentões vermelhos, no chã.
Mas era das ruas de Buenos Aires que trazia o calor aceso dos passos e do balançar as ancas, vincados a ferro de brasa aos vermelhos infinitos, ás paixões eternas, aos tangos de Gardel. E eram tantos os segredos escondidos e temidos, jurados e quebrados por de trás do telefone.
Quando de passagem, quase trovoada, surge bailarina-cigana que se dança em vermelhos-touro.
São sombras, são ritmos, violentos, belos, latinos…  e vermelhos-tango.

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um vaso de sardinheiras

Apr. 3rd, 2008 | 05:28 pm


Ilustração de Gustavo Aimar


As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

Jorge Sousa Braga, in Herbário

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ao teu lado

Apr. 3rd, 2008 | 05:19 pm

Fotografia de Henri Cartier-Bresson

o que eu gostava
era de poder falar na tua boca
para que as tuas palavras fossem minhas
e pudesse permanecer silencioso ao teu lado.

Pedro Paixão

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flores

Apr. 3rd, 2008 | 04:40 pm


Fotografia de Carla salgueiro


- Hoje vou sonhar com uma flor no teu cabelo - disse
...e nos pés, em vez de raízes, também flores!

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It's raining again

Apr. 3rd, 2008 | 04:28 pm



e as ruas amanheceram atapetadas por uma colcha compacta

Gabriel Garcia Marques, in Cem anos de solidão

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Ainda a chuva

Mar. 31st, 2008 | 02:40 pm


Fotografia de Paul Baranowski


Ainda a chuva.
Quando é que chega o Sol?
Continuo na hora antiga.

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Teatro

Mar. 27th, 2008 | 09:23 pm


Fotografia de Tamjpn


versos deitados no papel, em forma de explosão que deslumbra
uns que decora e outros que improvisa
que na vida já foi tudo
como a música Piruetas, aprendeu a dar cambalhotas e a saltar até cair, cair onde cair
é o charme do palco, da vida e do guarda-chuva de bolinhas no fundo do seu armário

 e o espectáculo não pode parar!
Quatro cambalhotas! Cinco cambalhotas! Extra-cambalhotas!
Bravo! Bravo!

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Os 60 anos do Hot Clube

Mar. 25th, 2008 | 04:17 pm


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TSF - 20 anos

Mar. 25th, 2008 | 04:16 pm



"Aqui estamos nós, homens sujeitos ao tempo. Que lindos corpos temos.
Com que graça os libertamos do Inverno, e vamos por aí"

Foi assim o 1º Bom Dia TSF, pelos versos de Ruy Belo, num Domingo de Verão antecipado [17Junho84].

Aprendi a ouvi-la à 15 anos, pelo sabor e saber das palavras, também companhia. Para lá do fim da rua, descobrindo o (fim do) mundo. Mais que um hábito, um vicio, com muita história, que vale a pena ouvir/descobrir/recordar  AQUI (Reportagem TSF - A Radio que mudou a Radio)

Parabéns TSF e muito Obrigada por cresceres comigo!

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22.03.08 - água

Mar. 25th, 2008 | 02:24 pm


Fotografia de Zhang Huan

a oferenda de um sorriso malicioso a confundir-se com o marulhar das águas.
mas ninguém possui verdadeiramente alguma coisa.
as coisas do mundo pertencem a todos e, sobretudo, a quem aprendeu a nomeá-las ...

Al Berto


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A Teoria das Cores

Mar. 25th, 2008 | 01:58 pm


Fotografia de Mvua

Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou a tornar-se negro a partir de dentro, um nó preto atrás da cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido ao aparecimento do novo peixe.
O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos factos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor — sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.
Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo. 

in Os Passos em Volta, Herberto Helder

pelas mãos de [info]lili_one, porque não resisti. Obrigada*!

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PrimaVera

Mar. 21st, 2008 | 02:09 pm



como um sopro de espírito, mágico, quase transparente; todo ele alma.
sobre páginas coloridas, qual arco-íris, a convite, pela porta do sonho.

Oficialmente inaugurada!

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